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Exposição de Fotografia | O Quinto Império

Novembro 1-8:00 - Dezembro 31-17:00

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Está patente no Centro Cívico Edmundo Pedro, até ao final do ano 2022, a exposição de fotografia artística «O Quinto Império», apresentada pela editora GOD Publishing. Esta exposição coletiva vem dar vida e outra expressão ao livro com o mesmo nome, que reúne fotografias de vários autores.

A mostra conta com um conjunto de 24 fotografias selecionadas por 18, dos 22, autores que fazem parte deste projeto.

Autores: Ana Abrão, Carlos Carreto, Cláudio Rodrigues, Ddiarte, Hugo Pinto, Jackson Carvalho, Jaime Silva, Joaquim Albano Duarte, José Cavaco, Luís Lobo Henriques, Luís Trindade, Miguel Antunes, Nuno Realinho, Pedro Barata, Ricardo Gonçalves, Sérgio Morais, Vasco Inglez, Vítor Murta.


Este é um império sem imperador, sem opressão nem violência, sem terra onde atascar os pés, ou corrimão que salvaguarde a mente.

Um império que leva ao mundo o sublime na arte que nós fazemos, uns por prazer, outros por trabalho, alguns por vício e tantos pelo imperativo categórico do desejo de transcender o estado vígil.

Um império que leva ao mundo a filosofia da liberdade criativa e que restaura a criança que não padece de razões e se inebria, com o que para muitos poderiam ser loucuras, mas que provavelmente são só abalos na formatação normativa.

Uma festa do nosso Espírito, que ao cumprir-se é santo e que ao ser santo se eleva para outros patamares onde se cruzam destinos escondidos.

Estamos então no território do que está para além do bem e do mal – uma obra que por si não é espaço, de famílias, inimizades, alianças, esperanças e conluios, a obra é por si só, sem precisar de nada que a suporte para além daquilo que é. Sem precisar do sentido crítico férreo, ou da bonança elogiosa do mundo moderno.

Um marco, ou padrão e uma lápide, um novo começo de todas as coisas na diáspora das saudades do futuro.

A arte não tem nome nem credo, é avanço, é sem medo, porque o ato de viver não é inútil e o amanhã repousa na semente que aqui deixamos hoje, a semente do quinto império.

Vasco Inglez

Fotógrafo/autor


A forma como vemos uma fotografia, é única. É passível de interpretação, consoante a nossa personalidade, as nossas vivências e os nossos conhecimentos…  por isso, quando fotografamos, aplicamos no assunto retratado, também, a nossa interpretação. Quando o fazemos, queremos que ela seja única, que reflita a nossa identidade. Na fotografia de retratos, há ainda outro elemento de construção: a identidade da pessoa retratada, que se quer única e especial.

Então, o que é determinante nesta ação criativa? A identidade da pessoa retratada? A identidade visual do fotógrafo? Ou talvez a identidade do observador?

São muitas as respostas, pois são, também elas, subjetivas.

O livro reúne uma grande variedade de visões. Cada autor imprime a sua visão e deseja que ela seja a marca da sua identidade visual na fotografia.

Esta obra, com os mesmos autores, não seria a mesma há um ano atrás ou um ano mais tarde, pois estamos todos numa constante procura do melhor de nós mesmos: a melhor versão da nossa própria identidade.

Ana Abrão

fotógrafa/autora


Uma fração de segundo. Um congelar temporal. Algo tão rápido, que apenas um piscar de olhos nos faz perder esse momento. Assim é a fotografia. Mágica, única, espetacular. O registo fotográfico vai muito além de apertar um botão. De levar informação luminosa a um sensor eletrônico ou a um filme sensível a luz através de mecanismos óticos milimetricamente sincronizados.

A fotografia é arte, mas além de tudo a fotografia é pulsar, é vibrar, é viver e é sentir. Mesmo as fotografias planeadas, estudadas e pensadas detalhadamente pelos seus autores, envolvem essa dose de humanidade em doses cavalares. Estar atento ao que nos rodeia, poder registar ou criar experiências imagéticas que dialoguem com o observador e ao mesmo tempo sejam capazes de expressar as intenções do autor e compreender as suas doses de luzes e sombras, de tons, de áreas desfocadas e focadas. De revelar e esconder, de provocar, de encantar.

A fotografia é tudo isso e muito mais para aqueles que se dedicam a fazê-la. A fotografia é tudo isso e muito mais para aqueles que se dedicam a contemplá-la. E ao congelarmos o tempo de uma forma única proporcionada por esse desenho mágico esculpido pela luz, tornamos algo efêmero em eterno. Deixamos de manter apenas nas nossas conexões neurais o registo para materializá-lo em bits, bites, e outras diferentes mídias.

Jackson Carvalho

Fotógrafo/autor

Detalhes

Início:
Novembro 1-8:00
Fim:
Dezembro 31-17:00

Local

Centro Cívico Edmundo Pedro
Rua Conde de Arnoso, 5-B
Lisboa, 1700-112
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